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Reconstrua Sua Alma: o Lar Ainda Pode Renascer

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  Quando a crise do nosso tempo se revela como crise de formação — e onde a graça começa a reconstruir Introdução e Contextualização Há uma pergunta que atravessa silenciosamente o coração do homem contemporâneo, e que ele quase nunca ousa formular em voz alta: onde começa a reconstrução da pessoa num mundo que nos quer fragmentados? A Liturgia da XXVI Semana do Tempo Comum e o episódio “ A Reconstrução da Alma e o Resgate do Lar” (LINK abaixo) do Pensar para Viver convergem, com impressionante precisão, para a mesma resposta. A Escritura desta semana não se lê em fragmentos soltos: ela é uma única carta de Deus à alma, escrita para o cotidiano — e deve ser escutada como quem escuta a voz do próprio Pai. A semana abre com o profeta Ezequiel (18,25-28), que desmonta a falsa segurança de quem se julga salvo por herança, por rito ou por um passado irrepreensível; conduz-nos, em seguida, ao livro de Jó, em três estações progressivas — da corte celeste e do acusador que duvida do amo...

A conta que você faz no silêncio da alma

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  Por que a especialização técnica atrofia a inteligência humana "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos — oráculo do Senhor." (Is 55,8) Introdução e Contextualização Conta-se que Tales de Mileto caminhava ao relento com os olhos fixos na imensidão do céu. Absorvido pelo mistério das estrelas, não percebeu o chão sob os próprios pés e caiu num poço profundo. Ao ver a cena, uma jovem escrava trácia zombou do sábio — do homem que queria compreender as coisas do céu e não via o que estava diante de si. A ironia atravessou os séculos e transformou-se no lema do mundo moderno — mas invertida. Nossa civilização orgulha-se de ter abandonado a contemplação do céu para se concentrar estritamente naquilo que é prático, mensurável e produtivo. Aprendemos a medir as estrelas, a manipular a matéria, a multiplicar as ferramentas. E, no entanto, caímos — como civilização e como pessoas — no poço da própria ignorância existencial: dominam...