Suba ou sirva: o paradoxo que ninguém resolve
Duas crises, uma raiz: o desejo que transforma o outro em obstáculo Introdução e Contextualização Você já percebeu que, quanto mais conquista, mais sente que está em disputa? E que, quando alguém erra, ou nos calamos por indiferença disfarçada de respeito, ou denunciamos publicamente, transformando a falha em espetáculo? Há dois fios de uma mesma crise que atravessam a vida contemporânea — e que os dois últimos episódios do Pensar para Viver e a Lectio Divina da XXIII Semana do Tempo Comum (links abaixo) nos ajudam a desatar. O primeiro fio é o desejo : o trabalho, que deveria humanizar, tornou-se arena de competição. O segundo fio é a correção : o gesto que deveria restaurar tornou-se tribunal público. O trabalho virou campo de batalha; a falha virou espetáculo. E por trás das duas crises há uma única raiz: o desejo desordenado que transforma o outro em meio para a afirmação do eu. A pergunta que o Episódio “O Modelo Que Não Compete” deixou em aberto ecoa em nós: quem te ensino...