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E quem é meu próximo?

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   Evangelho: Lucas 10,25-37 “E quem é o meu próximo?” Em nome de um desenvolvimento cultural e econômico, de uma determinada ordem de valores, passa-se ao largo, não se é capaz de olhar para as vítimas da guerra e da fome, para os jovens inativos, para os idosos… Há uma cultura que só conhece uma determinada educação, o politicamente correto, a eficácia, os mercados e os consumidores, os que têm de ficar à beira do caminho e uns tantos que têm a obrigação de cuidar… A parábola do bom samaritano, simplifica as coisas que, tantas vezes, as leis complicam. Os judeus ainda poderiam entender que o próximo que se deve amar é o que pertence à mesma etnia, ao mesmo grupo religioso ou politico… Mas, Jesus apresenta um samaritano, um herege e membro de outro grupo religioso, para evidenciar mais a habilidade de muitas interpretações da lei… Para Jesus, não há razões ideológicas, religiosas, ou quaisquer outras que impeçam de fazer o bem...

É tempo de educar a Igreja numa fé robusta

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  Evangelho: Mateus 16,13-19 “Simão Pedro respondeu: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo!”.” ‭‭ O Evangelho diz em várias ocasiões que as multidões se aglomeravam à volta do Senhor para que pudessem ser curadas (Mc 3:7-12). São pessoas necessitadas que recorrem a Cristo. E Ele as atende porque tem um coração compassivo e misericordioso.  Nos foi revelado, entretanto, que a dor não é um mal absoluto - ao passo que o pecado o é - e pode ter um valor redentor incomparável se unirmos aos sofrimentos de Cristo. Muitos dos milagres que Jesus realizou foram remédio para inúmeras dores e sofrimentos, mas eram antes de mais nada um sinal e uma prova da sua missão divina, da redenção universal e eterna.  E os cristãos continuam no tempo a missão de Cristo: Ide, pois e ensinai a todos os povos, batizando-os    … e ensinando-os a observar tudo quanto vós mandei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28:19,20). As multidões andam hoje...

A vida é um caminho

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  Evangelho: Lucas 9,51-62 “Segue-me” Muitas vezes se tem identificado a nossa vida como um caminho… E a vida cristã ainda mais porque “ser cristão” é “seguir Cristo”, é fazer um caminho com Ele… O convite permanente que nos é dirigido é: “segue-me”… Segui-Lo é uma decisão que cada um deve tomar… E não é fácil porque “as raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”… E não há possibilidades de adiamentos ou desculpas, por mais justificadas que sejam: o “deixa-me ir primeiro” fazer isto ou aquilo, não ajuda a tomar decisões… A resposta de Jesus é contundente: “deixa que os mortos sepultem os seus mortos… Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o Reino de Deus…” Significa que não podemos segui-Lo de modo irrefletido abdicando das nossas responsabilidades…  Elias, (1 Reis 19,16.19-2), ainda permite que Eliseu se despeça da sua família… Mas a exigência do seguimento está igualmente prese...

O mistério da Eucaristia, que a Igreja hoje celebra

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  O texto de Gênesis 14,18-20, situa-nos num tempo muito remoto, anterior à formação do povo do Antigo Testamento. Estamos no tempo de Abraão quando este regressa de uma batalha com um dos reis da região, com o qual combatera e a quem vencera. Melquisedec, Rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo, veio ao encontro de Abraão e deu-lhe pão e vinho para que o Patriarca desse graças a Deus, com um sacrifício, pela vitória alcançada. Este episódio marcou a tradição bíblica, de uma maneira acentuada: em primeiro lugar, o Salmo 110 fala-nos de um «sacerdócio à maneira de Melquisedec», ou seja, de um sacerdócio cujo sacrifício não consiste na imolação de animais, mas na oferta de pão e vinho; em segundo lugar, na carta aos Hebreus faz-se uma longa explanação sobre este «sacerdote do Altíssimo», ao qual compara nosso Senhor Jesus Cristo, a quem chama «Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».  Estabelece-se nesse escrito um paralelismo entre o sacerdócio de Cristo, seme...

O que orienta toda a nossa vida é a unidade perfeita da Trindade

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  “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará”  (João 16,13). O Evangelho de hoje nos fala justamente de alguém dentro das três Pessoas da Santíssima Trindade que tem a incumbência de nos contar alguns segredos.  É o Espírito Santo. Ele nos revela e vai nos conduzir à plena verdade sobre a Santíssima Trindade. O Espírito Santo nos conta o que o Filho está revelando sobre o Pai. A revelação por essência, é um processo progressivo. Jesus sabia muitas coisas mas não as podia dizer todas a seus discípulos nesse momento porque não eram capazes de recebê-las. Só se pode dizer a cada pessoa o que ela pode compreender.  Dentro da Santíssima Trindade, é uma cumplicidade de amor, porque todas as pessoas querem que a outra seja conhecida, querem que a outra faça a sua experiência de amor dentro da comunhão de amor que é a Santíssima Trinda...

Só o centro de nossa fé supera tudo

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  Evangelho:  Lucas 24,46-53 “Enquanto ainda os abençoava, deixou-os e foi elevado ao céu.” É verdade que Jesus desceu e depois subiu mas, quando é que nós somos capazes de ultrapassar tantas limitações e constrangimentos?… pandemia, guerras, degradação moral e suas consequências.  A Ascensão do Senhor nos indica uma vida nova… Contudo, os sinais que continuamente nos são apresentados são mais de morte do que de vida… Neste cenário, é importante recordar qual é o centro da nossa fé: “Creio em um só Senhor, Jesus Cristo… por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai”… A fé na ressurreição de Jesus inclui glorificação. Nós acreditamos que outro mundo é possível… O apóstolo Paulo, na carta aos Efésios (1,17-23), implora de Deus para todos os cristãos “um espírito de sabedoria e de revelação, uma iluminação, para conhecermos bem a Jesus e compreender...

O sofrimento se converterá em alegria

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  Pode chegar um momento em que ser cristão não parece produzir mais que dor enquanto pareceria que pertencer ao mundo só produz alegria.  Mas chega um dia quando se invertem os papéis. A alegria despreocupada do mundo se converte em sofrimento e o aparente sofrimento do cristão se converte em alegria. O cristão sempre deve lembrar, quando sua fé lhe custa caro, que esse não é o fim de tudo, que depois da dor vem a alegria.  Haverá duas coisas muito valiosas sobre esta alegria cristã.  (a) Ninguém poderá jamais tirá-la de nós. Será independente das contingências e as mudanças do mundo. (b) Será completa. O que caracteriza à vida é que em suas maiores alegrias sempre há um elemento de finitude. Sempre falta algo. Na alegria cristã, a alegria da presença de Cristo e da vida vivida com Ele, não há nenhuma mistura, nenhum vestígio de imperfeição. É perfeita e completa. Na alegria cristã a pessoa se esquece da dor que a precedeu. Se a fidelidade custar muito, o homem que ...