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A mensagem de consolo de Deus

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"digam-lhe que seus dias de luta acabaram e que seus pecados foram perdoados. Sim, o Senhor a castigou em dobro por todos os seus pecados.” Isaías 40:2 Tal passagem resume, de modo notável, o que realmente é a mensagem da fé cristã. De acordo com a Bíblia, todos nós, por natureza e até nos tornarmos cristãos e andarmos no Espírito, estaremos em estado de conflito. O que acontece em seus relacionamentos? E quanto à situação entre vocês e os outros; sim, entre vocês e seus pais, entre vocês, talvez, e o marido ou a esposa? E entre vocês e seus filhos? E quanto à relação entre vocês e pessoas com quem trabalham e entre aquelas com quem vivem e em todas as parcerias da vida? Há paz? Como não têm nada dentro de si mesmas que lhes permita descansar, buscam algum prazer fora de si. É uma guerra. O dinheiro não terá êxito em trazer a paz – e nem o intelecto e a compreensão, o conhecimento e a aprendizagem, a educação e a cultura, nem os atos do Parlamento. Infelicidade e miséri...

Falta o face a face com Deus

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A Igreja é como a Lua. Ela não brilha com luz própria, mas reflete a luz de Cristo. Com efeito, assim como, sem o Sol, a Lua é escura, opaca e invisível, assim acontece com a Igreja se ela se afasta de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A Igreja se deixa conduzir por uma intensa vida de oração, de louvor, de adoração e por sua missão de glorificar a Deus no meio dos povos. A vida da Igreja é assim inseparável da liturgia cristocêntrica. Pela Palavra de Deus, a Igreja é alimentada, renovada, iluminada em seu caminho. Essa prática de revelar e transmitir a vontade de Deus ao mundo deve ter como fundamento a adoração. Ocorre que usam a Bíblia como um livro de receitas. Há toda espécie de criadores ou animadores que procuram antes encontrar artifícios para apresentar a liturgia de maneira atraente, mais comunicativa, mas esquecendo-se de que o culto é para Deus. Se Ele está ausente, todos os desvios são possíveis. Se fazemos a liturgia para nós, ela se afasta do divino...

Deus ou nada

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Cardeal Robert Sarah e Nicolas Fiat Entrevista sobre a Fé Viajando pelos países martirizados de nossa época, compreendi que a maior miséria não era forçosamente a pobreza material. A miséria mais profunda é carecer de Deus. Muitas vezes há uma fome de pão, mas também uma fome de Deus. A verdadeira caridade não é nem uma esmola, nem uma solidariedade humanista, nem uma filantropia. A caridade é a expressão de Deus e um prolongamento da presença de Cristo em nosso mundo. Muitas vezes é a ausência de Deus a raiz mais profunda do sofrimento humano. O dinheiro é uma necessidade, mas há uma ternura que apenas pode vir de Deus. A carta de uma jovem budista, que me escreveu dois meses após meu retorno do Japão, me tocou profundamente. Ela me dizia: "Em seguida ao terrível tsunami em que perdemos muitos membros de nossa família, e quase todos os nossos bens, eu queria me suicidar. Mas após vos ter ouvido na televisão, a paz e a serenidade que eu reencontrei vendo-vos rezar p...

Vida plena e feliz

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"Abençoados são vocês, que puseram em ordem seu mundo interior, com a mente e o coração no lugar certo. Assim, vocês poderão ver Deus no mundo exterior." Mateus 5,8 Uma vida desligada do puramente mundano, de tudo o que é simples vaidade, inteiramente em comunhão com Deus e à sua glória, ao cumprimento da Sua vontade, à participação na felicidade do seu puro amor: este é o nosso destino. Mas qual o caminho que nos conduz a Ele? Sabemos que Jesus é o caminho (Jo 14,6); mas como o Espírito Santo nos conduz através desse novo e vivo Caminho? Ele atua e opera através de três estágios: purificação (cf Dt 8,3; Ef 4,22ss); iluminação (cf Sl 119,105; At 17,28) e união (Gl 2,19-20). No terceiro estágio se vê o cume da perfeição, o amor perfeito. Temos de viver a vida de Deus em Cristo Jesus. Paulo apóstolo repete mais de 150 vezes, nas suas epístolas: "Vivemos em Cristo Jesus"; estamos vitalmente ligados à Ele assim como o ramo a videira, a mão ao braço, e ...

O poder e a graça

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"Eu te agradeço porque escondeste estas coisas dos que se consideram sábios e instruídos e as revelaste aos que são como crianças." Mateus 11:25 A tentação de transformar o cristianismo num moralismo e de concentrar tudo na ação moral do homem é grande em todos os tempos. Porque o homem vê sobretudo a si mesmo. Deus permanece invisível, intocável, portanto o homem apóia-se principalmente na própria ação. Mas se Deus não age, se Deus não é um verdadeiro sujeito agente na história que entra também na minha vida pessoal, então o que quer dizer a redenção? Que valor tem a nossa relação com Cristo e assim com o Deus trinitário? Parece-me que a tentação de reduzir o cristianismo a um moralismo seja muito grande também em nosso tempo. Porque nós vivemos numa atmosfera de deísmo. A nossa ideia das leis naturais já não nos permite mais pensar facilmente em uma ação de Deus no nosso mundo. Parece que não exista espaço para que possa agir o próprio Deus na história humana e n...

Vaidade das vaidades

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Uma das condições para ser um discípulo de Jesus é não se deixar escravizar pelos bens do mundo. A acumulação da riqueza gera a injustiça social, a desproporcionada repartição de bens, criados por Deus para sustento de todos os homens. O apego desmedido às coisas deste mundo é vão e cria no homem um estado de insatisfação. "Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: de manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca." Sl 90,5-6 Por isso devemos orientar toda a nossa vida para Cristo. Isto é já despojarmo-nos do homem velho e revestirmo-nos do homem novo: "aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres." Cl 3,2 No tempo de Cristo, como hoje, reinavam as desigualdades sociais, injustas na maioria dos casos. Para o rico e avarento o único motor da vida é o dinheiro. Nenhum outro valor lhe merece quaisquer cuidados. Condenando este procedimento, Jesus apresenta uma parábola onde o calculista se vê, de um moment...

Um Evangelho Presumido

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"Porque decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado." (1Coríntios 2:2) Paulo sabia que, se não guardarmos o evangelho para a geração seguinte, perderemos o evangelho (2 Tm 2,2). Perder o evangelho não acontece de uma só vez; é muito mais como um processo de quatro gerações:  –› O evangelho é aceito  –› O evangelho é presumido  –› O evangelho é confundido  –› O evangelho é perdido Uma das razões para nunca presumirmos o evangelho é que muitos fingem possuir fé.  Como saber? . Você ouve o evangelho nas orações das pessoas? . Você vê o evangelho nas ações das pessoas? O evangelho é vivenciado? . Teste crítico para pastor: Você poderia ter pregado aquele sermão, se Cristo não tivesse morrido na cruz? Poderia ter desenvolvido aquele princípio de liderança cristã, se Cristo não tivesse sido crucificado? Quando o evangelho é presumido, colocamos líderes em nossas igrejas e organizações baseados...