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Quem é que pode acompanhar e seguir Jesus?

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  Depois de várias resistências e incompreensões dos discípulos, na fase final da subida de Jesus para Jerusalém, pode perguntar-se: quem é que pode acompanhar e seguir Jesus? Quem é que tem fé suficiente para ultrapassar os obstáculos e juntar-se aos que O seguem pelo caminho? O Evangelho apresenta-nos Jesus a sair de Jericó com os seus discípulos e uma grande multidão; começava ali a última etapa da subida para a cidade santa.  Quem vai com Ele? Os que estão melhor equipados ou os que são capazes de lançar fora a capa e dar o salto para ir ao encontro de Jesus?  Já o profeta Jeremias (31,7-9), falando do regresso à terra e a Jerusalém, convida a “soltar brados de alegria” porque entre os que voltam à terra estão “o cego e o coxo, a mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz”. É gente que acredita que pode recuperar a sua liberdade e a sua dignidade, e lançar-se na aventura de experimentar as surpresas de Deus, esteja onde estiver, e ainda que padeça de alguma limitação...

Como evitar as frustrações e cultivar a esperança?

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  “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos”.” ‭‭Evangelho Marcos‬ ‭10:35-45 Quem não deseja crescer e ser o maior? Quem não gosta de ter poder e chegar aos primeiros lugares? O nosso contexto cultural favorece a ascensão a qualquer preço e apresenta como único objetivo de vida o sucesso. Talvez por isso as pessoas tenham cada vez mais dificuldade em lidar com o sofrimento e o fracasso.  Ouve-se dizer que “estava tudo programado para dar certo” e, se assim não acontece, já não há capacidade para encaixar a situação ao ponto de as pessoas baixarem os braços e desistirem com facilidade. Jesus aponta para outro caminho: para Ele, o poder é a capacidade de serviço aos outros; contra a corrente dominante propõe aos seus discípulos um espírito de serviço (Evangelho); apresenta-se como o servo que dá a sua vida em favor dos outros ( Isaías 53,10-11 ), e um sumo sacerdote que conhece e partilha o sofrimento humano alca...

A Igreja diante do Capitalismo e do Comunismo

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  O Capitalismo  O  espírito de lucro , verdadeiro motor do capitalismo, enfatizou a acumulação da riqueza, sem respeito algum pela moral e pelos direitos fundamentais do homem. Reduzindo o Estado a mero espectador passivo do processo, impediu que esse exercesse sua função de  árbitro supremo  entre os diversos setores sociais.  Apenas diante da evidência do drama provocado por si mesmo o liberalismo foi cedendo o passo a uma concepção mais justa de ordem econômica. Como sintetizou ironicamente Chesterton, “o mal do capitalismo liberal não foi ter criado capitalistas , mas ter criado  muito poucos capitalistas. ”  O remédio para o  abuso  do capital consiste precisamente em facilitar o  acesso de todos os diferentes grupos sociais às diferentes formas de propriedade  (ver encíclica Mater et Magistra, de João XXIII). O juízo da Igreja sempre foi muito severo contra a usura e o liberalismo econômico, por submeter o homem à econom...

A pessoa humana e sua dignidade

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    Diferentemente dos animais, o homem possui, por essência,  uma natureza racional . O conhecimento humano transcende as limitações dos sentidos e capta a constituição essencial de cada realidade, aquilo que cada coisa é.  Sabemos por experiência que, a partir dos dados individuais sensíveis, alcançamos ideias ou conceitos universais, suscetíveis de serem aplicados a muitos indivíduos. Quando, por exemplo, dizemos “homem”, “cadeira”, “árvore”, tais conceitos são aplicáveis a muitos objetos individuais que não foram percebidos por nossos sentidos. A universalidade própria do nosso conhecimento intelectual explica a espiritualidade da nossa alma, pois a atividade racional é independente de qualquer órgão corporal. Tal independência assegura à alma humana sua  incorruptibilidade , apesar de ela formar um corpo passível de destruição.  Se alma humana, por sua vez, não se destrói, com a morte do homem, ela subsiste ainda que separada do corpo; em outras palavr...

A verdadeira adoração nada destrói; ao contrário, tudo aperfeiçoa

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  Natanael ( Evangelho: João 1,47-51;  "Vêem e vê!") era, evidentemente, um estudioso das Escrituras do Antigo Testamento, pois a declaração de Filipe sobre Moisés e a lei era significativa para ele. Baseando-se nas profecias, Natanael também não tinha motivos para esperar que o Messias viesse de uma aldeia tão pobre — Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (46) O ceticismo de Natanael foi logo vencido pela insistência de Filipe; Vem e vê (46). Tal ação sempre fornece o cenário para o encontro do homem com Deus De maneira que Natanael se aproximou, e Jesus pôde ler seu coração. "Eis aqui", disse Jesus, "um verdadeiro israelita, em quem não há engano". Era uma honra que qualquer israelita devoto agradeceria. O salmista disse: “Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade” (Salmo 32:2). “Nunca fez injustiça” disse o profeta sobre o servo do Senhor, “nem houve engano na sua boca.” (Isaías 53:9).  Natanael se sentiu surpreso de que alguém pudess...

Uma Igreja para todos e para o homem todo

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  Uma Igreja a serviço do   bem de todos os homens como também o bem do homem todo. O fio condutor de Deus na Criação é o amor. Portanto, o plano de Deus é que o homem ame e responda ao seu amor e assim ele próprio pense, fale e atue no amor. Se Deus é o autor de todo o cosmos, então ele é também a medida de tudo o que deve existir. Toda a ação será medida em relação a Ele e ao seu plano. Nele podemos saber o que é agir bem. Dito de um modo simples: Deus escreveu o DNA da nossa vida. O que Deus quer para nós e conosco é que é a norma e a regra de uma vida boa e justa. Os cristãos agem de um modo solidário, porque já antes Deus agiu neles amorosamente. Incorporados em  Cristo  pelo Batismo, os cristãos «morreram para o pecado e vivem para Deus em Cristo Jesus», participando assim na vida do Ressuscitado. Seguindo a Cristo e em união com Ele, os cristãos podem esforçar-se por ser imitadores de Deus, como filhos bem amados, e por proceder com amor», conformando os seus ...

Só o Espírito Santo transforma vontade em atos que edificam

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  Estas palavras, entre muitas outras, foram ditas para nos dar a conhecer a vontade daquele que confere o Dom e a natureza e a perfeição do mesmo Dom. Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus.  Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessá­rios para as suas funções – os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir – assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar...