EU ME IMPORTO
"... que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. (1 Coríntios 12:24-25 NVI)
A falta de um relacionamento profundo com Deus sempre será o ponto de partida para dificultar o relacionamento com o próximo. Essa postura de superficialidade levou Caim a matar o seu irmão. E essa história é uma advertência para a igreja.
O mesmo ato que Caim cometeu contra o seu irmão pode ser cometido por nós de outras formas. Matamos pessoas quando as difamamos, excluímos da nossa convivência, quando lhes negamos o perdão ou a oportunidade de reaproximação, quando as rotulamos. Existem maneiras diversas de liquidarmos alguém do nosso coração ou da nossa vida. Infelizmente, muitos têm agido como Caim.
Quem não discerne e valoriza a riqueza da convivência no corpo de Cristo compromete a unidade do mesmo. O texto afirma que do ponto de vista de Deus, somos tutores/as dos/ as nossos/as irmãos/ãs, responsáveis por sua integridade, pelo simples fato de que somos membros uns dos outros. Uma posição passiva, de quem não se importa com o/a outro/a é um sinal de morte. Assim, temos o desafio de estimular a igreja a se importar com as pessoas, rompendo com o isolamento e a fragilidade relacional dos dias atuais.
A partir disso, compartilhamos sugestões para dinamizar o relacionamento entre os/as irmãos/ãs. Trata-se da extração de alguns movimentos sugeridos por um projeto, chamado “Eu me Importo”. Ele tem o objetivo de ensinar a cuidar uns dos outros. Comece estimulando a igreja no cuidado mútuo, através da responsabilidade de cada um ter alguém como foco do seu zelo e cuidado especial por um período. Estipule esse tempo (que seja acordado pela liderança) e deixe claro para a igreja que durante esse prazo todos serão desafiados a se responsabilizar por uma vida, mas também de receber cuidado. Movimente a igreja em oração por isso.
Com certeza, nesse período acontecerão muitas reconciliações entre os/as irmãos/ãs. Ao distribuir as pessoas em duplas de cuidado mútuo, desafie cada uma a conhecer as necessidades da outra, através de encontros de partilha.
Deixe claro que como tutor/a do/a seu/sua irmão/ã a sua principal tarefa é caminhar junto dessa pessoa, entendendo que Deus a colocou na sua vida e Ele te dará graça e amor para cuidar dela. Lembre-se de que da mesma maneira que cada pessoa cuidará de alguém, ela também deverá ser cuidada. Vamos dar e receber amor! Esse exercício simples ajudará a igreja a entender que fomos chamados para viver na contramão do mundo.
Enquanto se prega desamor, vivemos amor; enquanto se valoriza o hedonismo, vivemos a doação. O importante é conscientizar a igreja que precisamos nos importar uns com os outros, afinal somos tutores/as uns dos outros. Ao fim do tempo estipulado, faça uma avaliação e perceba o quanto a igreja cresceu na mutualidade.
Viver em discipulado é estar disposto a se importar e valorizar pessoas.
Autora: Pra. Carla Simone F. Alves Rosa
Igreja Metodista Central em
Teresópolis/RJ
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